segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Investigadores portugueses criam novo método para datar árvores centenárias

As oliveiras antigas, basta terem mais de 150 anos, ficam com o tronco oco. Sem a parte mais antiga para contar os anéis de crescimento ou fazer uma datação com carbono 14, André Soares dos Reis, proprietário de uma empresa que vende oliveiras ornamentais, estava a ver-se confrontado com um problema: como garantir aos clientes a idade das oliveiras antigas?
Para tal, a equipa teve de estudar os padrões de crescimento da oliveira, no clima português, e usou uma abordagem que faz lembrar as matrioskas, as bonecas russas que vão saindo umas de dentro das outras, na questão dos troncos ocos. "Partimos progressivamente de árvores maiores para mais pequenas, que tinham a parte central do tronco intacta, para estudar o crescimento desta espécie. Nessas árvores, já podíamos contar os anéis e sabíamos a sua forma e dimensão."

Com esses dados, fez-se um modelo matemático, que relaciona a idade, para esta espécie, em condições mediterrânicas, com características do tronco como o perímetro e o raio. Ficou então a saber quantos anos têm de passar até uma oliveira atingir certa dimensão. "Depois de termos esta função, sabe-se a idade de qualquer árvore. Basta medi-la e introduzir os dados num programa de computador." Ler o resto da notícia. Retirado do Público, 7 de Fevereiro de 2011

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