domingo, 18 de julho de 2010

Animais em risco de extinção renascem em Chernobyl

Imagine-se um lugar sem pessoas, sem pesticidas, sem indústria, sem trânsito, onde os animais vivem em total liberdade e reclamam aquilo que um dia chegou a ser deles. Esse lugar existe: é numa zona que abrange a Ucrânia e a Bielorrússia, mas só é assim porque, em 1986, ocorreu lá o maior desastre nuclear de sempre. A radiação de Chernobyl, que impediu os humanos de voltarem à região, não afectou o espírito curioso dos animais, que invadiram as cidades e as casas onde as pessoas viviam. Há até 14 espécies em vias de extinção que estão a usar esta região livre de pessoas para renascerem.
Animais como o lince, bufos- -reais, garças-brancas, cisnes, ursos e lobos introduziram-se na zona deserta próxima de Chernobyl. Sem quem os cace, os lobos formaram matilhas. A cadeia alimentar fortaleceu-se, pois tudo voltou ao ritmo normal da natureza. Voltou a ver-se javalis na zona, e até os cisnes voltaram para nidificar. Vendo tal biodiversidade, o homem resolveu dar uma ajuda e introduziu lá animais. O caso de maior sucesso é o do cavalo de Przewalski, o equídeo mais próximo do cavalo original, que transportou as tropas de Átila, o Huno, e que estava em perigo de extinção. Aliás, foram 14 as espécies em perigo que conseguiram reaparecer na região "nuclear". Na Bielorrússia, a zona foi já considerada, oficialmente, reserva natural. Ler o resto da notícia. (Retirado do DN, 18 de Julho de 2010)

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