
Há grandes nuvens de tempestade ao redor do equador de Titã, a maior lua de Saturno, cuja espessa atmosfera alaranjada de metano e etano foi perfurada pela primeira (e única) vez por uma sonda em 2005, a
Huygens, que se manteve em actividade apenas algumas horas, a temperaturas que chegam a 178 graus negativos.
A descoberta, publicada na revista científica
Nature, é importante porque a geologia dos trópicos desta lua onde o metano existe em estado líquido parecia ser formada por outros mecanismos que não a precipitação — em latitudes mais altas, foram observadas nuvens, que devem estar por trás dos rios e lagos de hidrocarbonetos que existem à superfície.
Mas agora, graças a dois supertelescópios na Terra (no Havai, EUA), os cientistas conseguiram detectar nuvens de tempestade nos trópicos, numa área imensa: cerca de três milhões de quilómetros quadrados. E concluíram que a chuva por elas produzida pode ser responsável pelos canais e leitos de rio secos identificados pela Huygens em 2005.
Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Público, 13 de Agosto de 2009)
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