
Investigadores da
Universidade Autónoma de Barcelona deram mais um passo para que o manto de invisibilidade, um dos artefactos mais populares imortalizados pela literatura e pelo cinema, se torne realidade. A chave da invisibilidade está na utilização de um determinado tipo de luz, em conjugação com os chamados
metamateriais.
A ideia de combinar luz e metamateriais não é nova. Ela foi pela primeira vez enunciada em 2007 por dois investigadores britânicos, John Pendry e Ben Wood, do
Imperial College de Londres. A capa seria fabricada a partir dos tais metamateriais, cuja estrutura pode ser manipulada a nível atómico, para modificar a maneira como as suas moléculas interagem com as ondas luminosas. Tal objecto não teria reflexo nem sombra, de acordo com as simulações propostas pelos dois ingleses.
No ano passado foi a vez de dois grupos de investigadores da
Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, anunciarem que o manto de Harry Potter estava mais próximo de se tornar realidade. As equipas fizeram experiências com materiais fabricados em micro-rede, e em três dimensões, e mostraram que o efeito de invisibilidade era experimentalmente realizável. Os trabalhos foram publicados em Agosto de 2008, respectivamente nas revistas
Nature e
Science. Neles, os investigadores explicavam que, graças a um novo material, conseguiam desviar a direcção da luz, de tal forma que a imagem, ou o objecto, que a emitia deixava de ser visível.
Agora entrou na corrida a equipa de Barcelona, dirigida por Àlvar Sánchez. Os investigadores espanhóis anunciaram que conseguem tornar um objecto invisível, utilizando ondas electromagnéticas de muito baixa frequência.
O dispositivo concebido pela equipa espanhola torna um objecto invisível a um determinado tipo de luz. O metamaterial usado em Barcelona é constituído por uma rede irregular de placas, que lhe dá propriedades magnéticas precisas: permite criar zonas invisíveis ao
campo magnético e a campos electromagnéticos de baixa frequência. (Retirado de
DN, 10 de Julho de 2009)