quarta-feira, 29 de abril de 2009

Detectado o objecto mais longínquo do Universo através de explosão de raios gama

Há mais de 13 mil milhões de anos, deu-se uma explosão de raios gama que só na quinta-feira passada foi observada por vários telescópios na Terra. Só durou dez segundos, mas foi o suficiente para localizar o mais afastado objecto do Universo.
Na manhã de 23 de Abril, o telescópio espacial Swift observou uma explosão na constelação de Leão que rapidamente foi seguida também pelos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile, o ESO/MPG e o Very Large Telescope (VLT). Através da leitura de infravermelhos, o VLT conseguiu calcular a distância e a idade do objecto que produziu a explosão, devido ao fenómeno chamado desvio para o vermelho.
“Descobrimos que a luz vinda da explosão foi consideravelmente esticada, ou desviada para o vermelho, pela expansão do Universo”, disse em comunicado Nial Tanvir, o líder da equipa que fez as observações do VLT. “Com um desvio para o vermelho de 8,2, esta é a explosão de raios gama mais remota que alguma vez foi detectada, e também o objecto mais distante alguma vez descoberto.”
A nova explosão, denominada GRB 090423, aconteceu 600 milhões de anos depois do início do Universo, com o Big Bang — há 13.700 milhões de anos. As primeiras estrelas estavam a formar-se e o tamanho do espaço seria uma pequena parte do que é agora. Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Público, 28 de Abril de 2009)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Descoberta a água mais longínqua no Universo

Investigadores europeus descobriram as moléculas de água mais distantes de sempre da Terra. Estão a 11,1 mil milhões de anos-luz daqui e têm origem num buraco negro que existe no centro de uma galáxia. O jacto de vapor foi emitido por ele quando o universo estava ainda numa fase precoce da sua existência. Ou seja, tinha apenas 2,5 mil milhões de anos.
Está a 1,8 mil milhões de anos-luz da Terra e é a água mais distante de sempre já detectada pelos astrónomos no universo. As moléculas com a assinatura H2O parecem ser provenientes do centro de uma galáxia, onde se pensa existir um buraco negro supermassivo.
A descoberta esteve em foco na Semana Europeia de Astronomia e Ciência do Espaço, em Hatfield, no Reino Unido. Um dos seus autores, o astrofísico John Mckean, do instituto holandês de radioastronomia Astron, afirmou aí que as observações apontam para que "o vapor de água detectado tenha origem no jacto emitido pelo buraco negro no centro da galáxia", onde as moléculas foram detectadas.
Catalogada com o nome MG JO414+0534, a galáxia emitiu aquele jacto de vapor de água quando o universo tinha apenas 2,5 mil milhões de anos de existência, ou seja, menos de um quinto da sua idade actual, estimada em cerca de 14,5 mil milhões de anos.
A primeira detecção de água naquele ponto foi feita em 2007 e publicada no final de 2008. Mas, desde então, a equipa de astrofísicos tem observado todos os meses aquele cantinho distante do céu, para ver como ele se comporta. Ler o resto da notícia. (Retirado do Diário de Notícias, 28 de Abril de 2009)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Espécies" em vias de extinção....


O código -- --- .-. ... .

Celebra-se hoje o aniversário do nascimento de Samuel Morse (1791-1872), inventor do código com o seu nome. O código Morse é um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação. A utilização do código Morse através do telégrafo eléctrico constituiu um importante meio de comunicação à distância. O seu funcionamento baseava-se na utilização de electroímanes que controlavam a emissão ou recepção de sinais.

domingo, 26 de abril de 2009

Como conseguem caminhar as lagartixas nas paredes?

Há muito que os cientistas focam a sua atenção na especial habilidade da lagartixa em fixar-se nas paredes, independentemente das suas condições: lisas ou molhadas ou mesmo no vácuo, nada as detém. Durante muito tempo pensou-se que as lagartixas possuíam microventosas. Foi Uwe Hiller, em 1960, que avançou para uma explicação mais simples: a existência de forças atractivas entre as moléculas da parede e as moléculas da pata da lagartixa. Poucos levaram a sério os estudos de Hiller.
Mas em 2000, num artigo na revista Nature, Autumn reforçou as ideias de Hiller mostrando que são forças intermoleculares as responsáveis pela adesão das moléculas dos pêlos microscópicos da pata da lagartixa à superfície da parede. Os dedos das lagartixas têm milhões de pequenos filamentos, cada um com comprimento de cerca de 100 milionésimos de metro.
Quando as lagartixas pressionam as patas contra uma superfície, os filamentos espalham-se e cobrem uma área relativamente grande. Aumentando a superfície de contacto, aumenta a intensidade das forças intermoleculares (Forças de Van Der Waals) entre a pata do animal e a parede. De acordo com os investigadores, se a lagartixa usasse todos os filamentos dos seus dedos ao mesmo tempo, ela seria capaz de sustentar mais de 120 quilos.
Esse princípio, que explica a habilidade das lagartixas de se fixarem às superfícies, vai ajudar os cientistas a desenvolverem um novo tipo de adesivo, com design inspirado na geometria dos dedos do réptil. De acordo com o biólogo, as microestruturas adesivas poderiam ter inúmeras aplicações, que variam do desenvolvimento de fitas aderentes à construção de robôs com pernas.
Investigadores do MIT (
Massachusetts Institute of Technology) criaram um curativo interno que pode ser usada em cirurgias ou ferimentos internos, tendo por base uma microestrutura similar à que torna as patas da lagartixa extremamente adesivas.

sábado, 25 de abril de 2009

Desafio: dá um título à imagem...

Deixo aqui um pequeno cartoon para legendagem pelos leitores. Deixa as tuas sugestões e a melhor proposta será publicada daqui a um semana. Fica o desafio! :))

Alternativas criativas para o fim do petróleo :)


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Links a não perder....

O Breathingearth é um contador a nível mundial que reúne dados de várias entidades sobre as emissões de dióxido de carbono nesse preciso momento e regista também a evolução da demografia mundial.

Quais serão as temperaturas no planeta em 2070-2100? A imagem mostra uma previsão mas as perspectivas não deixam de ser assustadoras e incitam à reflexão.
A Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) são duas organizações a nível mundial que reflectem sobre estas questões e procuram agitar as consciências dos mais distraídos.
Fica o aviso...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Descoberto planeta extra-solar com apenas duas vezes mais massa que a Terra

Não é uma segunda Terra, mas é o primeiro planeta encontrado fora do Sistema Solar cuja massa é pouco maior que a da Terra. Foi descoberto por uma equipa internacional de astrónomos com um espectrógrafo (o HARPS, High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher) e um telescópio de 3,6 metros de diâmetro do Observatório Europeu do Sul (ESO), situado em La Silla, no Chile.
“Com apenas 1,9 vezes a massa da Terra, é o exoplaneta com menos massa jamais detectado — e é muito provavelmente um planeta rochoso”, diz um dos co-descobridores, Xavier Bonfils, do Observatório de Grenoble, citado por um comunicado do ESO.

O planeta gira em torno da estrela Gliese 581, uma anã vermelha, muito menos brilhante do que o Sol, situada a 20,5 anos-luz de nós na direcção da constelação da Balança. Gliese 581e (o planeta) dá uma volta à estrela em 3,15 dias. Foi detectado graças ao método das velocidades radiais, que assinala a presença de planetas através das pequeníssimas variações de velocidade que a sua força gravitacional impõe à estrela-mãe. Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Público, 21 de Abril de 2009)

Olhar para o céu é coisa de menina?

Apenas um quarto dos profissionais da astronomia são mulheres. Em certos países simplesmente não existem astrónomas, outros em que elas representam metade dos cientistas desta área de estudo. Assim, foi hoje lançado o projecto She Is An Astronomer (Ela É Uma Astrónoma), no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia. O objectivo é promover a igualdade de géneros e eliminar o preconceito de quee a aptidão para a ciência é predominantemente masculina. (Na imagem temos Jodie Foster a interpretar uma radioastrónoma no filme Contacto).
O número de mulheres cientistas varia não só no espaço, mas também no tempo. E há uma tendência para que o número diminua à medida que se sobe de faixa etária, sugerindo que continuar numa carreira científica é uma escolha determinada por factores sociais e culturais e não apenas pela habilidade ou aptidão das mulheres.
A igualdade de oportunidades é uma prioridade na comunidade científica, independentemente da cultura dos cientistas ou da sua localização geográfica, dizem os promotores da iniciativa.
O site She Is An Astronomer aborda questões de género na astronomia e na ciência em geral, fornecendo informação sobre algumas astrónomas, os eventos que se irão realizar ou bolsas a que mulheres astrónomas se poderão candidatar.
O projecto foi apresentado durante a Semana Europeia da Astronomia e da Ciência na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.
(Retirado do Jornal Público, 21 de Abril de 2009)

Cientistas descobrem o fim do Mundo na poeira das estrelas

As partículas de poeira das estrelas conhecidas por anãs brancas podem ser os últimos vestígios de planetas como a Terra, concluiu uma equipa internacional de cientistas liderada pelo britânico Jay Farihi, da Universidade de Leicester (Reino Unido).
Os investigadores descobriram, através do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, que entre 1% e 3% das anãs brancas tiveram os seus próprios sistemas solares, isto é, um conjunto de planetas, satélites e asteróides a orbitar à sua volta. Com efeito, as poeiras observadas são basicamente feitas dos mesmos materiais que os planetas rochosos e asteróides conhecidos, o que significa que as estrelas observadas os terão absorvido antes de se transformarem em anãs brancas.
Jay Farihi afirmou ao jornal britânico "The Times" que as partículas de poeira detectadas nas anãs brancas através do Telescópio Espacial Spitzer "mostram-nos o possível destino para o nosso Sistema Solar". Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Expresso, 20 de Abril de 2009)

Nuvens com chumbo podem mudar as chuvas

Nuvens produzidas em laboratório ajudam a compreender a sua formação na atmosfera. Partículas de chumbo, resultantes das actividades humanas, favorecem a formação de nuvens de baixa altitude e com menor teor de água, o que pode mudar os actuais padrões de precipitação no planeta. Além disso, também deixam escapar mais calor da atmosfera.
As partículas de chumbo na atmosfera, originadas na maioria pelas actividades humanas, favorecem a formação de nuvens, o que pode transformar os padrões de precipitação e o equilíbrio da energia solar na Terra.Um grupo de internacional de investigadores conseguiu demonstrar pela primeira vez que as partículas de chumbo na atmosfera - sobretudo provocadas pela queima de carvão e, durante muitas décadas, pela utilização de combustíveis que continham chumbo - facilitam a formação de nuvens de baixa altitude e com menos teor de água.
De acordo com a equipa, liderada pelo químico Dan Cziczo, do Pacific Northwest National Laboratory, em Richland, nos Estados Unidos, este tipo de nuvens, cuja formação é facilitada pela tais partículas de chumbo, deixam também escapar, em certas condições, mais calor da atmosfera terrestre, causando ali um ligeiro arrefecimento.
Esta poderia ser, aliás, uma das hipóteses para explicar o ritmo de aquecimento menor da temperatura média do planeta entre as décadas de 40 e 80 do século XX. Nessa altura, havia muito mais partículas de chumbo na atmosfera mas com a diminuição da utilização do carvão nos países industrializados e a proibição de utilização de gasolina com chumbo, nos anos 90, essas partículas terão diminuído desde então. E o ritmo de aquecimento também aumentou. Ler o resto da notícia. (Retirado do Diário de Notícias, 21 de Abril de 2009)

domingo, 19 de abril de 2009

Como se obtem um café descafeinado?

Este artigo é para os habituais consumidores de café descafeinado. É verdade que podemos saborear o belo do café sem os malefícios da cafeína? Bem, a 100% não. A extracção da cafeína só garante uma eficácia entre 97-99%. E como é feita esta extracção?
Durante a maior parte do século XX a cafeína era retirada com diclorometano. Esta substância dissolve a cafeína sem alterar o gosto do café: o problema é que é tóxica. O diclorometano foi substituído nos anos 80 e 90 do século XX por acetato de etilo, que é uma substância moderadamente tóxica.
Actualmente utiliza-se dióxido de carbono como fluido supercrítico: a pressões e temperaturas elevadas (acima das 72,8 atmosferas e 304,2 K) a densidade do gás dióxido de carbono e do seu líquido é idêntica. As moléculas do dióxido de carbono supercrítico atraem as moléculas da cafeína, que é retirada. A cafeína é depois recuperada através de uma variedade de técnicas, que incluem a destilação e a recristalização.

sábado, 18 de abril de 2009

Site do Instituto de Meteorologia


Como iniciámos o estudo da unidade de Meteorologia deixo aqui o acesso à área educativa do excelente site do Instituto Nacional de Meteorologia. Para além da área educativa o site tem imensa informação que pode ser explorada.

Sistema de lasers imita estrelas para produzir energia

No ITER, o futuro reactor de fusão do consórcio internacional (que Portugal integra via União Europeia), ou no Nacional Ignition Facitlity, dos Estados Unidos, a ideia é imitar na Terra a forma como as estrelas produzem a sua energia. O projecto norte-americano, com um sistema gigante de raios laser, deverá iniciar as suas experiências no próximo ano.
Imitar as estrelas na sua forma de produzir energia, através da fusão nuclear (que não gera resíduos radioactivos perigosos, nem emite gases com efeito de estufa) é um dos objectivos do National Ignition Facility (NIF), um organismo norte-americano que tem em fase de conclusão a construção do maior sistema de laser do mundo, justamente com esse propósito.
O projecto deverá estar operacional durante o próximo ano, o que significa que o NIF ficará pronto para arrancar com as experiências. A ideia é utilizar o sistema de lasers para produzir energia de fusão nuclear, que implicará a fusão de átomos de deutério e de trítio, que são dois isótopos do hidrogénio. Este processo difere do que é utilizado nas actuais centrais nucleares, que utilizam a fissão, ou seja, a cisão de átomos pesados, como os do urânio. É essa cisão que gera energia para a produção de electricidade nas centrais nucleares.
Já na fusão, o processo que ocorre no interior das estrelas, o que acontece é que os núcleos de hidrogénio se fundem por força das altas temperaturas e pressões impostas pela tecnologia (como mostra o gráfico). No projecto norte-americano do NIF, a ideia é utilizar o maior sistema de lasers jamais concebido para desencadear o processo de fusão. (Ler o resto da notícia).
(Retirado de Diário de Notícias, 18 de Abril de 2009)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Química e a Pintura

Os pintores do século XVIII utilizavam como pigmentos sais como o sulfureto de arsénico (III) e óxido de ferro (III) hidratado. Van Gogh utilizou o amarelo de crómio misturado com branco de zinco (óxido de zinco) e verde esmeralda (sais de cobre e arsénio) em muitos dos seus belíssimos quadros. Enquanto que alguns destes pigmentos são inofensivos, outros são altamente tóxicos, como é o caso dos sais de chumbo, cádmio e mercúrio. (Retirado de Química, V. M.S. Gil)
(A Noite Estrelada, Van Gogh)

Momento de humor... (que sensação familiar!)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que são auroras boreais?

As auroras boreais são um fenómeno muito interessante, resultado do choque a grande velocidade de partículas electricamente carregadas, transportadas pelo vento solar, com átomos e moléculas da atmosfera terrestre. Os choques produzem a excitação dos átomos, com a libertação de fotões.
As auroras mais comuns têm cor verde-amarelada e resultam da emissão de fotões por átomos de oxigénio. As zonas onde a existência de auroras é mais comum é na Escandinávia e na Islândia.
As auroras boreais não são exclusivas do nosso planeta. Na imagem podes observar uma aurora em Júpiter. Para saberes mais vê o vídeo (em inglês) da NASA.

Impressão a jacto de tinta e pH

As impressoras de jacto de tinta utilizam um corante que é solúvel em meio aquoso, de pH entre 7,5 e 9, mas insolúvel em meio ácido. As gotículas de tinta são forçadas a sair pela bolha de vapor formada por aquecimento na extremidade do tinteiro.
No papel as gotículas encontram um meio de pH entre 4,5 e 6,5, não sendo removidas por dissolução em água.
(Retirado de Química, V.M.S.Gil)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Porque é que a galinha atravessou a estrada? - abordagem científica

Isaac Newton: “Pela primeira lei da dinâmica, galinhas em repouso tendem a manter-se em repouso, galinhas em movimento tendem a atravessar a estrada.”

Einstein
: “A galinha atravessar a estrada ou a estrada passar sobre a galinha é uma questão de referencial.”

Heisenberg
: “Pelo princípio da incerteza, não sabemos ao certo o lado em que a galinha se encontra, mas sabemos que estava em movimento.”

Pauli
: “Segundo o princípio da exclusão, a galinha não atravessou, já existia uma galinha naquele lado!”

Hubble
: “Pela teoria da expansão do universo, a galinha não atravessou foi a estrada que se expandiu.”

De Broglie
: “A dualidade quântica afirma que havia duas galinhas, uma de cada lado, e você só pensa que ela atravessou.”

O astrónomo
: “Onde está o espectro para provar que ela existe?”

O astrofísico teórico
: “Seja uma galinha esférica paraboloidal descrita pelas seguintes equações de campo…”
(Adaptado de fisicomaluco)

domingo, 12 de abril de 2009

Boa Páscoa :)

Quando chega a Páscoa já estamos desejosos de receber os ovos e comer os deliciosos folares. Mas já pensaste na origem do ovo e do coelho da Páscoa? A troca de ovos tem origem em tradições muito antigas e com um curioso simbolismo.
O ovo da figura é um ovo Fabergé, produzido por Peter Carl Fabergé, entre 1885 a 1917, para os czares da Rússia. Estes ovos, elegantemente decorados com metais e pedras preciosas, eram utilizados como ofertas na Páscoa pelo Czar e a sua família.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Como funcionam os sabonetes?

Para fazer um sabonete, é preciso combinar um ácido gordo e uma base forte numa reacção de saponificação, obtendo-se um álcool e um sal de ácido gordo (sabonete).
O sabonete possui duas funções principais: diminuir a superfície de tensão da água e unir-se à sujidade, óleo e bactérias. O sabonete consegue realizar essas acções porque uma parte da molécula de sabão é hidrofílica (une-se à água) e a outra é hidrofóbica (repele a água).
A parte hidrofílica permite que os ácidos gordos hidrofóbicos entrem em contacto com outras substâncias hidrofóbicas, tais como a sujidade da superfície. Quando essa sujidade adere aos ácidos gordos do sabonete, ela é encapsulada por gotas de água. E nesse estado de suspensão, a sujidade, o óleo e as bactérias são facilmente removíveis com água.

Queres saber como fazer um sabonete com aroma de chocolate em casa?


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Utilizadores desconhecem níveis de radiação

A maioria dos utilizadores de telemóvel desconhece os níveis de radiação do seu aparelho, preocupando-se mais com questões estéticas ou tecnológicas quando tem de escolher um modelo, alertou o especialista Santos Rosa.
O professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) adverte que o utilizador comum ainda não se consciencializou com a problemática das radiações electromagnéticas e dos seus efeitos na saúde humana.
"As pessoas compram os telemóveis por serem bonitos, por terem ou não 3G, porque tem um câmara melhor, tem ou não mp3 e nunca vêem o SAR",(Specific Absorption Rate, em português Taxa de Absorção Específica, a quantidade de energia que o corpo absorve quando se está ao telemóvel).
O valor de SAR varia consoante o modelo de telemóvel, se o utilizador está numa zona de boa ou má cobertura e, inclusive, um mesmo modelo pode ter níveis diferentes de radiação.
"Basta haver uma ligeira alteração no material em que é feito o telemóvel, como a capa, para alterar o valor de energia que a cabeça vai absorver", refere Daniel Sebastião, investigador do Instituto das Telecomunicações (IT).
Para Santos Rosa, a radiação electromagnética "pode até ser inócua", mas trata-se de algo "que não é natural", pelo que recomenda "bastante cuidado, tendo em conta que um ambiente artificial pode ter consequências que se desconhecem". Ler o resto da notícia.
(Retirado do Diário de Notícias, 8 de Abril de 2009)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O satélite que vai medir gravidade da terra

Um mês depois do lançamento, a Agência Espacial Europeia carregou num botão e os sensores do revolucionário satélite Goce começaram desde logo a fazer medições ultradetalhadas da gravidade no planeta Terra.
Os cientistas ligaram também os propulsores, construídos para dar estabilidade ao satélite enquanto este está,em órbita do planeta a recolher dados que servirão para construir um mapa gravítico da Terra.
"As boas notícias são o facto de o gradiómetro estar já a trabalhar em pleno; todos os acelerómetros sobreviveram ao lançamento e o Goce está a recolher dados", disse o chefe da missão da Agência Espacial Europeia, Rune Floberghagen. O desafio a partir de agora "é aprender a conduzir o satélite" para assim proteger os sensores de qualquer tremor que possa interferir com as medições.
O Goce foi lançado de território russo no mês passado e deixado em órbita, 283 quilómetros acima da superfície da Terra. Desde então, os "pilotos" da agência europeia têm trazido o satélite para baixo de 150 a 200 metros de altitude por dia. Actualmente, o Goce encontra-se a 275 quilómetros do solo mas deverá descer outros 12 nos próximos dias, até aos 263, onde entrará numa órbita estável.
Os dados recolhidos vão permitir construir um mapa gravítico - o Geóide - de alta resolução. Este globo idealizado terá diversas aplicações, mas uma das mais relevantes será uma melhor compreensão do comportamento dos oceanos. Perceber como a gravidade "pesa" sobre a água - e por isso sobre o calor - no globo vai, entre outros, melhorar os modelos informáticos que permitem prever as mudanças climáticas. Ler o resto da notícia. (Retirado do Diário de Notícias, 8 de Abril de 2009)

Jovens portugueses sobredotados ganham Mundial de robôs

A modalidade de "Robôs com Pernas" do Campeonato Mundial de Robôs Bombeiros, realizado esta semana no Trinity College, em Hartford (Connetcticut), nos EUA, foi ganha por uma equipa portuguesa do pólo da cidade da Guarda da Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas (APCS). É a primeira vez que Portugal participa neste campeonato, onde concorreu contra equipas de muitas universidades norte-americanas e de países como a China e Israel.
A equipa lusa constituída por cinco jovens, que também venceu o prémio para "O melhor design do poster de apresentação" do seu robô que apaga velas, recebeu dois prémios pecuniários e um cheque para aquisição de componentes para a construção de robôs.
Este grupo já tinha ganho a edição portuguesa do Concurso Nacional do Robô Bombeiro de 2008, organizado pela Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico da Guarda, nas modalidades "Robôs com Pernas" e "Standard".
Os robôs do Pólo da Guarda da APCS estão equipados com uma inovação tecnológica: a MD8, uma placa de circuito impresso desenhada e construída para permitir o interface de oito sensores digitais.
A MD8 foi criada para funcionar com robôs da Lego e tem como objectivo aumentar a sua capacidade para utilizarem sensores. E foi concebida por Tiago Caldeira e Tiago Gonçalves, ligados ao Projecto de Robótica da APCS. (Retirado do Jornal Expresso, 7 de Abril de 2009)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Foodscapes: arte e alimentos por Carl Warner

Carl Warner é um fotógrafo que constrói imagens impressionantes com alimentos. Foodscapes são um conjunto de imagens que implicam muitas horas de preparação na escolha dos materiais correctos e na composição das paisagens. Uma forma diferente de apreciar a beleza dos alimentos que utilizamos todos os dias. Mais sobre este artista aqui.




Homem e Natureza: haverá vencedores?

Imagens para reflectir e agitar consciências.
Aqui ao lado (Almeria, Espanha): o resultado da agricultura intensiva e a utilização inadequada dos recursos hídricos.

sábado, 4 de abril de 2009

Investigadores dizem ter criado máquinas capazes de formular teorias científicas

Duas equipas de investigadores, uma no País de Gales e outra em Nova Iorque, anunciaram ontem a invenção de máquinas capazes de formular teorias e produzir conhecimento cientifico. Ambos os grupos publicaram os estudos hoje, na revista "Science".
Na Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, um grupo de cientistas liderados por Ross King criaram Adam, um robô capaz de realizar experiências sobre o metabolismo do fermento, reflectir nos resultados dessa experiência e planear o próximo passo na investigação. Foi o primeiro robô a descobrir algo de forma autónoma: novos dados sobre a estrutura genética do fermento. "Nós verificamos, e os resultados estão correctos" afirma Ross King, que acrescenta que os cientistas estão a trabalhar num robô deste género desde os anos 1960. "Quando enviaram os primeiros robôs para Marte, os cientistas sonhavam que estas máquinas poderiam realizar as suas próprias experiências lá. Após 40 ou 50 anos, temos os meios para isso" disse o cientista, durante uma entrevista.
Ler o resto da notícia.
(Retirado do Jornal Público, 3 de Abril de 2009)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"100 horas de Astronomia" querem reunir o máximo de pessoas à volta do céu

Sair de casa, olhar através de um telescópio e sentir que fazemos parte de um planeta é o que se espera que as “100 Horas de Astronomia” consigam fazer. A partir de amanhã, dia 2 de Abril, e até domingo, 137 países, 80 observatórios mundiais e a Internet vão estar ligados nesta iniciativa para aproximar as pessoas da ciência que estuda o Universo. A ideia é “levar a Astronomia a todo o mundo, em diversos eventos, para que as pessoas tenham oportunidade de vivê-la em várias vertentes, de uma forma concentrada”, disse por telefone ao PÚBLICO a co-coordenadora nacional do projecto, Nelma Alas Silva.
A iniciativa está integrada no Ano Internacional da Astronomia (AIA2009). Se as actividades ao longo do ano perfazem uma maratona para a divulgação e experimentação da Astronomia, os próximos quatro dias vão ser os “100 metros de velocidade”, revela Nelma Silva. Segundo Pedro Russo, português e coordenador internacional do AIA2009, o site internacional já reuniu mais de 2000 registos que anunciam iniciativas a decorrer em vários países.
Por cá, a oferta atinge todo o continente e os Açores. “Temos observações [com telescópios] que vão desde Trás-os-Montes, Algarve, aos Açores. Localidades que não são centrais”, explicou a coordenadora. Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Público, 1 de Abril de 2009)

650 milhões de anos num minuto e vinte segundos

Observe a disposição dos continentes desde 600 milhões de anos no passado até 50 milhões de anos no futuro. Para não esquecermos que a viagem continua...(mais sobre tectónica de placas)