sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quando o Sol se escondeu há 90 anos, na ilha do Príncipe, confirmou-se a Teoria da Relatividade

Einstein era desconhecido. E os cálculos que constituíam a Teoria da Relatividade estavam por confirmar. Um eclipse solar, no dia 29 de Maio de 1919, na ilha do Príncipe, ajudou Arthur Eddington, astrónomo inglês, a provar que Einstein estava certo. E há documentos que provam que Portugal contribuiu para isso. Alguns deles só foram descobertos agora, 90 anos depois.
Há duas semanas, Luís Aires Barros, presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, decidiu mergulhar nas relíquias do sótão da instituição. Um grupo de investigadores preparava um regresso ao Príncipe para comemorar os 90 anos da expedição do astrónomo Arthur Stanley Eddington à ilha, onde confirmou a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, e Aires Barros queria ver se conseguia encontrar documentos que mostrassem que Portugal contribuiu para a célebre viagem.
Começou a abrir caixotes onde estavam encerrados documentos desde 1914 a 1918. E encontrou verdadeiras relíquias. Cartas trocadas entre a Sociedade de Geografia de Lisboa e a Royal Geographical Society de Londres, com dados que ajudaram a preparar a viagem de Eddington.
São cartas manuscritas, outras dactilografadas, entre o então secretário-geral perpétuo da Sociedade de Geografia, Ernesto de Vasconcellos, e o seu homólogo inglês, Arthur Hinks, e ainda cartas da Sociedade de Geografia com a Sociedade de Agricultura Colonial, no Príncipe. Mapas da ilha do Príncipe, ainda de finais do século XIX, e dados pormenorizados, em tabelas meteorológicas de números pequeninos, com toda a informação sobre chuva, temperatura e horas de luz da ilha do Príncipe, registados no mês de Agosto e ao longo de três anos, entre 1914 e 1916. Tudo para preparar a expedição de Eddington. Ler o resto da notícia. (Retirado do Jornal Público, 29 de Maio de 2009)

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