terça-feira, 28 de abril de 2009

Descoberta a água mais longínqua no Universo

Investigadores europeus descobriram as moléculas de água mais distantes de sempre da Terra. Estão a 11,1 mil milhões de anos-luz daqui e têm origem num buraco negro que existe no centro de uma galáxia. O jacto de vapor foi emitido por ele quando o universo estava ainda numa fase precoce da sua existência. Ou seja, tinha apenas 2,5 mil milhões de anos.
Está a 1,8 mil milhões de anos-luz da Terra e é a água mais distante de sempre já detectada pelos astrónomos no universo. As moléculas com a assinatura H2O parecem ser provenientes do centro de uma galáxia, onde se pensa existir um buraco negro supermassivo.
A descoberta esteve em foco na Semana Europeia de Astronomia e Ciência do Espaço, em Hatfield, no Reino Unido. Um dos seus autores, o astrofísico John Mckean, do instituto holandês de radioastronomia Astron, afirmou aí que as observações apontam para que "o vapor de água detectado tenha origem no jacto emitido pelo buraco negro no centro da galáxia", onde as moléculas foram detectadas.
Catalogada com o nome MG JO414+0534, a galáxia emitiu aquele jacto de vapor de água quando o universo tinha apenas 2,5 mil milhões de anos de existência, ou seja, menos de um quinto da sua idade actual, estimada em cerca de 14,5 mil milhões de anos.
A primeira detecção de água naquele ponto foi feita em 2007 e publicada no final de 2008. Mas, desde então, a equipa de astrofísicos tem observado todos os meses aquele cantinho distante do céu, para ver como ele se comporta. Ler o resto da notícia. (Retirado do Diário de Notícias, 28 de Abril de 2009)

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