segunda-feira, 7 de setembro de 2009

1816, o ano em que não houve Verão

Em 1816 não houve Verão na Europa devido à erupção do Tambora, na Indonésia, no ano anterior.

(Quadro de J.M.W.Turner, Chichester Canal, 1828, que mostra a influência deste fenómeno na utilização de tons vermelhos, com a mudança na radiação do sol. )



Investigação sobre fenómeno na Península Ibérica
Em Abril de 1815 o vulcão Tambora, na Indonésia, explodiu com extrema violência, lançando na atmosfera milhões de toneladas de gases e materiais, protagonizando a maior erupção vulcânica do último milénio. No ano seguinte, por causa disso, as temperaturas dos meses estivais sofreram um abaixamento abrupto na Europa e na América e, por isso, 1816 ficou conhecido como "o ano que não teve Verão". Na Península Ibérica, sabe-se agora, também foi assim. É isso que mostra o primeiro estudo sobre aquele fenómeno em Portugal e Espanha.

A investigação foi realizada por um grupo de cientistas portugueses e espanhóis e acaba de ser publicado na International Journal of Climatology. "Sabíamos que esta questão estava bem documentada na Europa e na América, tínhamos indícios de que a Península Ibérica também teria sido afectada pelo ano sem Verão e, por outro lado, tínhamos conhecimento de que havia alguns dados meteorológicos da época, que alguns de nós já tinham recolhido para outros trabalhos. Decidimos juntar tudo e avançar para o estudo", explicou ao DN o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica de Universidade de Lisboa, e o coordenador da equipa. Ler o resto da notícia. (Retirado do Diário de Notícias, 7 de Março de 2009)

4 comentários:

Rui Barqueiro disse...

Muito interessante.

L. Felipe A. disse...

Será que não existe nenhum estudo relacionando esse não-verão com pinturas famosas dos impressionistas??? faria muito sentido...

Patrícia Raposo disse...

Parece Felipe que já começaram a perceber que existe alguma influência. Espreita esta notícia: http://diversao.uol.com.br/arte/ultnot/2007/10/05/ult26u24922.jhtm

L. Felipe A. disse...

Oi Patrícia Raposo,

suspeitei desde o principio!!
caras como o Munch nao precisavam de "algo a mais " para seus quadros, a natureza já faz o seu trabalho inspirativo de graça mesmo...

abração