sábado, 2 de janeiro de 2010

Evolução do modelo atómico - breve resumo

A ideia de que tudo é constituído por átomos existe desde, pelo menos o século V a.C . Para os filósofos gregos Leucipo (430 a.C) e Demócrito (400 a.C) a matéria era composta por pequeníssimas partículas em movimento. Mas não havia qualquer meio de se saber se os átomos existiam de facto; a ideia apenas parecia fazer sentido.

No princípio do século XIX o químico britânico John Dalton (1766-1844), ao estudar as reacções químicas, descobriu que quando duas substâncias se combinam numa reacção, as quantidades que se unem fazem-no em certas proporções fixas. O modelo atómico ajudou a explicar o que Dalton via nas suas experiências químicas. Dalton propôs a teoria do modelo atómico, onde o átomo é uma minúscula esfera maciça, neutra e indivisível (modelo da bola de bilhar).

No final do século XIX surgem algumas evidências que o átomo não é indivisível. Para Thomson (1856-1940) o átomo seria uma esfera maciça, com carga positiva, com os electrões, com carga negativa, na sua superfície. Este modelo ficou conhecido como o modelo do pudim de passas.

Em 1907 Rutherford (1871-1937) realiza algumas experiências que mostram que este modelo não estava totalmente correcto. Ao disparar partículas carregadas positivamente a alta velocidade contra uma folha de ouro, verificou que algumas voltavam para trás. A experiência de Rutherford ajudou a demonstrar que as cargas positivas e negativas não estavam misturadas de modo a formarem bolas homogéneas. Propôs que a maior parte do átomo era espaço vazio, estando a carga positiva (protões) localizada no núcleo, com os electrões a movimentarem-se em torno do núcleo. Dada a semelhança com o modelo do sistema solar, este modelo ficou conhecido por modelo planetário. Apesar de revolucionário o modelo de Rutherford não conseguia explicar porque é que o electrão não caia no átomo.

Para Bohr (1885-1962) os electrões não se encontravam em qualquer posição: movimentavam-se à volta do núcleo em órbitas circulares, fixas e definidas. Bohr definiu também o número de electrões presentes em cada camada e mostrou que apenas algumas órbitas seriam possíveis, correspondendo cada uma delas a um nível bem definido de energia.

O modelo actual aceite é o da nuvem electrónica, onde se não se representam as trajectórias mas as zonas onde há maior probabilidade de encontrar os electrões (orbitais).


Sem comentários: