sábado, 11 de outubro de 2008

Catástrofes cósmicas - Impacto de objectos com o Planeta Terra

Através da história, o nosso planeta sofreu colisões com objectos de grandes dimensões, que causaram efeitos profundos na sua evolução e deixaram marcas visíveis na sua superfície.
Um dos exemplos mais impressionantes e bem conservados é a Cratera de Barringer, localizada no Deserto do Arizona, EUA. Com 1,2 km de diâmetro e 200 m de profundidade, esta cratera foi formada há 50 mil anos atrás, pelo impacto de um meteoróide de ferro com cerca de 50 m de diâmetro. Este objecto terá atingido o solo a uma velocidade de 40 mil km/h, causando uma explosão equivalente à detonação de uma bomba de hidrogénio de 20 megatoneladas, ou seja, mil vezes a potência da bomba lançada sobre Hiroshima.

Um caso mais "recente", ocorreu a 30 de Junho de 1908 na região de Tunguska, Sibéria. Um objecto com cerca de 80 m de diâmetro entrou na atmosfera terrestre com uma velocidade de 80 mil km/h tendo aparentemente explodido antes de atingir o solo a uma altura de 8 km. A explosão libertou uma energia de várias centenas de quilotoneladas, injectando milhões de toneladas de poeiras na atmosfera e derrubando árvores numa área de 2000 quilómetros quadrados em torno do local da explosão.

No final do período Cretácico, há 65 milhões de anos, ocorreu uma extinção em massa tendo desaparecido entre 60 a 80% de todas as espécies animais à face da Terra. Actualmente, uma das teorias mais aceites para este fenómeno é a de que um grande asteróide, com aproximadamente 10 km de diâmetro, terá colidido com o nosso planeta. O impacto terá formado uma cratera com pelo menos 160 km de diâmetro, levantando poeiras e detritos para a atmosfera, que aí permaneceram tapando a luz do Sol durante vários meses, o que levou inevitavelmente à extinção de várias espécies de seres vivos, como os dinossauros.

As colisões com objectos de grandes dimensões, como a que causou a extinção dos dinossauros, são um evento muito pouco frequente. Acredita-se que um asteróide com cerca de 1 km de diâmetro possa atingir a Terra a cada 300 mil anos. O impacto de um asteróide com o tamanho do que atingiu Tunguska ou do que formou a Cratera de Barringer, ocorre uma vez em algumas centenas de anos. No entanto, o facto destes impactos de grandes dimensões serem muito pouco frequentes, não implica que não possam ocorrer. A questão não é "se" mas sim "quando". Estaremos preparados?

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